Coaching

Coaching: dominio exclusivo de Psicólogos?

No outro dia tive uma boa discussão com uma amiga sobre o papel do Coaching e em particular, do Coach.

Esta discussão foi a base para o tema que vos trago esta semana e que é o seguinte:

– O Coaching devia ser somente dado por psicólogos?

Há uns dias atrás, vi uma publicação da Ordem dos Psicólogos que denunciava que há profissionais sem carteira de psicólogo a dar consultas de psicologia sob o título de “Life Coaching”. Não questionando a necessidade de denúncia desta situação, que segundo a minha perspectiva, é de facto real, creio no entanto que convém distinguir o que é do foro do Coaching, daquilo que não é.

O Coaching é uma ferramenta que permite que o individuo (cliente e nunca paciente) tenha claras as suas metas e desenhe um plano para as retirar do papel.

É um processo personalizado e confidencial mediante o qual o Coach acompanha o cliente a definir os seus objetivos, explorá-los e criar uma ponte entre o lugar onde o cliente se encontra agora e o lugar onde deseja estar.

O Coaching é por isso uma ferramenta de estratégia e alinhamento. Naturalmente, não se desenha um plano para um objetivo, se não houver clareza, consciência e responsabilidade – por isso estas áreas têm forçosamente de ser trabalhadas em primeira instância.

O Coaching recebe clientes. Nunca pacientes. E a análise é feita desde o momento presente à situação (futura) desejada.

Claramente, os alcances do Coaching e da Psicoterapia (assunto em que não vou entrar por não ser psicóloga) são diferentes e não comparáveis. Basta dizer que o Coaching é uma ferramenta que se aprende em pouco menos de um ano, não podendo de forma alguma substituir o alcance de um curso integral de Psicologia.

Creio no entanto dever ressaltar que ambos – tanto a Psicologia como o Coaching – são necessários e cada vez mais, em âmbitos distintos. Se me permitem, esta questão da confusão entre a Psicologia e o Coaching é um problema que me parece ser mais profundo e que se prende com  o facto da psicoterapia não ser suficientemente levada a sério. Senão vejamos. É mais “cool” dizer-se que se tem um Coach do que dizer-se que se vai a um psicólogo, quando na realidade se necessita de um psicólogo e isto, a meu ver, está muito mais relacionado com o estigma infelizmente ainda existente da Saúde Mental do que com o Coaching.

Pelos clientes que tive, sei o valor de um processo de Coaching.

Eu própria experimentei em mim, em primeira instância, o que me podia trazer um processo de Coaching e foi por isso que decidi apostar na certificação internacional em Coaching. Mas, só pude ser uma boa Coachee e realizar tudo aquilo a que me propus, depois de ter sido tratada por via da psicoterapia.

Espero que este episódio tenha ajudado a elucidar qual o papel do Coach e quais os limites de acção do mesmo. Se, pelo caminho, ajudar a desmistificar a importância da saúde mental e da Psicologia, então terei cumprido todos os meus objetivos a que me propus com este Podcast!

Desejo-vos uma excelente semana e… até à próxima!

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Exercícios criativos

para mentes

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